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Elizabeth Matias, jornalista

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São Paulo é eleita a cidade mais digital da América Latina

spA capital paulista acaba de ser apontada como a cidade mais digital de toda a América Latina. Esse é o resultado do estudo feito pela Motorola e Convergencia Research, que durou cerca de um ano e foi divulgado nesta terça-feira, 27 de outubro. As informações são da Secretaria de Turismo de São Paulo (SPTuris).
A pesquisa, que analisou o nível de digitalização de 150 cidades em 15 países da região, levou em conta itens como infraestrutura, serviços, e-binding e o compromisso assumido com a redução da desigualdade digital, assim como o emprego de tecnologias de informação e comunicação entre os cidadãos, empresas e outras instituições públicas.

São Paulo se destacou, principalmente, nos aspectos governo eletrônico, serviços disponíveis ao cidadão pela internet, compromisso com a inclusão digital e pelas aplicações de tele-saúde e tele-segurança.

Entre as brasileiras, somente Salvador também ficou entre as top 25 (12º lugar). Mérida e Chihuahua, no México, dividiram a segunda e terceira posições, e San Luis, na Argentina, ocupou o quarto lugar.

“Essa é mais uma demonstração de que São Paulo está na vanguarda da América Latina, sendo líder em vários segmentos”, afirma o presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho. Ele lembra que recentemente a cidade também conquistou a oitava posição no ranking mundial de moda divulgado pela Global Language Monitor, grupo sediado nos Estados Unidos que rastreia a procura e a presença de palavras na mídia e na Internet. A capital paulista subiu nada menos do que 25 posições na lista, já que no ano passado estava na 33ª colocação. A primeira posição foi conquistada por Milão, após cinco anos de liderança de Nova York.

Por isso, mais do que nunca a internet, as mídias digitais e a tecnologia devem e precisam ser usadas pelos empreendedores de todo o Estado. A oportunidade cresce todos os dias e é preciso estar atento às informações.

Conheça o ranking das 25 cidades mais digitais da AL:

1- São Paulo (Brasil)
2/3- Chihuahua (México)
2/3- Mérida (México)
4- San Luis (Argentina)
5- Guadalajara (México)
6- Florida (Uruguai)
7- Santiago (Chile)
8- Bogotá (Colômbia)
9- Chacao-Caracas (Venezuela)
10- Las Condes (Chile)
11- Los Olivos (Peru)
12- Salvador (Brasil)
13- San Joaquín (Chile)
14- Medellín (Colômbia)
15- Buenos Aires (Argentina)
16/17- Tuxtla 2 (México)
17/17- Viña del Mar 2 (Chile)
18- Boca del Río (México)
19- Marcos Paz (Argentina)
20- Callao (Peru)
21- San Nicolás de la Garza (México)
22- San Pedro Garza García (México)
23- Puerto Montt (Chile)
24- La Serena (Chile)
25- Valência (Venezuela)

Pequeno comerciante não conhece o neo consumidor

Neo1_jpegQuem são os ne oconsumidores brasileiros? Onde compram?O que compram?

Um estudo recente da Consultoria Gouvêa de Souza em parceria com o Ebeltof – International Retail Experts- mostrou o perfil do neoconsumidor, tendências de consumo e o comportamento de compra nos setores: Alimentação, Eletrônicos, Vestuário e Beleza.

O projeto foi realizado online em 11 países totalizando 5.500 entrevistas somadas a um trabalho de campo no Brasil com 500 entrevistas em São Paulo, Recife e Porto Alegre.

Entre as conclusões mais emblemáticas, eu assinalo:
-92% fazem compras pela internet;
-73% utilizam sites especializados para fazer comparações de preços;
-53% ficam desapontados se suas lojas preferidas não vendem pela internet;
-Ao comparar preços, o consumidor exacerba um comportamento de querer mais por menos, provocando um efeito econômico e reduzindo a rentabilidade das empresas.

Então estar fora do e-commerce ou do mobile-commerce é desconhecer o que este novo consumidor quer e precisa. Ele é fato, não há mais como voltar atrás.

O número de pequenos negócios com sites básicos tem crescido muito, é bem da verdade, nos últimos anos. Mas o que o novo consumidor quer é, no mínimo, que a sua loja preferida, exponha-se, coloque os seus preços e venda os seus produtos pela internet. Este passa a ser básico da relação comercial.

E vale lembrar dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados também recentemente que mostram que 3,8 milhões de pessoas saíram da pobreza no ano passado, entrando para classes C e D. Isso significa mais gente podendo consumidor. Além disso, mais de 40% das casas brasileiras de quatro regiões do país só possuem celular, sem telefone fixo.

É hora de acordar e procurar inovar. As novas tecnologias estão todas acessíveis a qualquer tipo de empresa. O que falte talvez é a informação. Essa comunicação do pequeno varejo com o consumidor precisa ser rápida. Caso contrário, quem precisa fidelizar o cliente, aumentar as vendas, vencer a concorrência, crescer sustentavelmente, pode ver o “trem-bala” da oportunidade passar.

Acompanhe também as últimas em http://twitter.com/bethmatias1

Marketing do Pão Quente

pão quente “Saindo pãozinho agora.” É com esta mensagem de 19 caracteres que desde o início do ano o Twitter do supermercado Farinha Pura, do Rio de Janeiro, informa aos clientes qual o melhor horário para buscar pão quente. O supermercado também fornece senhas diárias que dão 5% de desconto nas compras. Com isso, consegue mensurar o alcance do Twitter, que transformou em ferramenta de comunicação. “Três ou quatro seguidores nos visitam por dia”, diz Tiago Pitta, gerente de marketing do Farinha Pura.

A reportagem foi publicada na Época Negócios no mês passado e mostra como é possível uma pequena empresa utilizar todas as ferramentas da internet para promover o seu negócio.

A criatividade pode ser a diferença que falta para o sucesso do negócio. Empresas criativas atraem clientes diferenciados e antenados.

Segundo a matéria da revista, a primeira pesquisa sobre os usuários brasileiros do Twitter, feita pela agência Bullet, em abril de 2009, aponta que 79% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias no microblog.

Uma boa notícia para as empresas. Segundo Wagner Fontoura, da agência de publicidade para mídias sociais Riot, as empresas brasileiras começam a descobrir a capacidade do Twitter de alcançar o consumidor websurfer, aquele que busca na internet referências para tudo. (…)“Experiências como essas chancelam o Twitter como plataforma de comunicação corporativa”, diz Fontoura.

A imprensa quer todo tipo de “boa” informação

foto máquina escrever“A razão de eu estar aqui é porque a imprensa vem”, disse o presidente Lula na abertura da BioBrazil Fair 2009, no último dia 23. Lula brincou que depois dos discursos nenhum jornalista ia fazer perguntas sobre orgânicos: “eles vão perguntar sobre o Senado”, emendou. “Mas quem sabe eles falem que temos uma política agrícola também para os orgânicos”.

A declaração de Lula nos faz pensar que a imprensa só noticia tragédias, fraudes, denúncias, escândalos. É bem verdade que os holofotes normalmente estão voltados para os problemas e não para as soluções. Mas o que o pequeno empresário precisa entender que há espaço para todo o tipo de informação nos jornais, revistas e televisão, mas a pauta deve ser “muito boa”, principalmente quando falamos da chamada grande imprensa.

Outra verdade também que as grandes empresas jornalísticas são avessas à publicidade gratuita, porque simplesmente elas vivem disso. Então para conseguir um espaço no Jornal Nacional, num Globo Repórter, na Veja ou no Estadão, a notícia tem por obrigação impactar de alguma forma o mercado.

Se você quer divulgação, mas não tem tanta bala na agulha procure levantar “pautas” (informações) interessantes sobre os seus produtos ou sobre a trajetória da sua carreira empresarial. Essas pautas podem ser desde uma solução inovadora em projetos ou serviços, uma atitude de responsabilidade social diante de funcionários ou a comunidade ou um produto diferente que traga algum diferencial de uso.

Contrate uma assessoria de imprensa, um jornalista especializado ou levante o nome de bons jornalistas da sua região e divulgue a informação em pequenos e médios veículos de comunicação, principalmente os setoriais. Eles podem ser uma ótima ferramenta de divulgação para a pequena empresa.

Seja espontânea ou paga, atingir o público-alvo por meio dessas publicações pode trazer ótimos resultados em termos de conquista de mercado. Afinal de contas ninguém fica conhecido sem fazer “propaganda”. Se o dinheiro tá curto procure tentar a mídia espontânea. Se você tiver uma “pauta’” criativa, com certeza, alguém vai te ouvir…

Empresa populariza web 2.0 para pequenos negócios

andré sambaFácil como criar um blog, mas com mais de 6.000 páginas disponíveis, interação de SMS, videomail, marca customizada, slideshow, e-mail marketing, blogs, intranet, e muito mais, a um custo de R$ 350,00 mais R$ 60,00 por mês. Esta é a plataforma web 2.0 da Samba@Business, uma pequena empresa 100% brasileira, cuja missão é popularizar a ferramenta de sites no país.

A ousadia vem da cabeça privilegiada do jovem empresário André Fernandes. Com 34 anos, ele possui especialização em marketing pela Harvard University (EUA) e mestrado em Gestão de Risco pela FEA/USP. O Samba@Business foi lançado há apenas dois meses, mas 100 empresas já aderiram à plataforma web 2.0, entre elas, prefeituras, clubes, banda de rock, tatuadores, lojas de games, empresas de futebol society e financeiras.

Há dois anos, Fernandes vem pesquisando sobre o assunto e investiu mais de R$ 2 milhões. Com uma interface mais amigável e fácil de ser trabalhada, o produto é ideal para empresas que não possuem uma equipe de desenvolvimento web. “Com este sistema micro e pequenas empresas e até profissionais liberais têm condições de entender como funciona o marketing da sua empresa”, diz.

No Samba®Business a gestão do conteúdo está 100% nas mãos do usuário. Isso elimina problemas muito comuns como a terceirização da atualização dos sites, que pode representar custo extra, muitas vezes não programados. “Queremos convidar o empreendedor a embarcar definitivamente no universo da web 2.0, que significa também controle nas mãos do usuário e interação total”, complementa.

Leia mais notícias sobre pequenos negócios, clicando aqui

O perigo da surdez empresarial

surdez1“A surdez das companhias é mais do que a recusa de escutar ou a ação de fingir escutar. Sua surdez é medida por muitos critérios: o narcisismo, a arrogância, o etnocentrismo, o masoquismo, estruturas que são quebra-cabeças em que faltam peças e, sobretudo, sobram atos viciosos determinados pela tirania do lucro”.

O trecho acima foi retirado do livro recém-lançado “A Surdez das Empresas-Como ouvir a Sociedade e Evitar Crises”, de Francisco Viana, José Bacellar, Leonardo Mancini e Mateus Furnaletto, da editora Lazuli. Uma excelente leitura para os gestores das pequenas empresas brasileiras.

Qual é a pequena empresa que não tenha recebido críticas, seja dos fornecedores, clientes ou até mesmo dos funcionários? Um plano de comunicação empresarial bem elaborado irá sempre corroborar com o planejamento estratégico desenhado pela empresa para os próximos anos.

Um dos capítulos mais interessantes do livro é o relato da experiência da Bombril, por meio de seu ex-presidente José Bacellar. Ele mostra como a comunicação contribuiu para salvar a companhia num momento de grave crise com o mercado. Em 2003, a Bombril estava quase falida e entrou nas páginas policiais acusada de lavagem de dinheiro. Um Plano de Comunicação Corporativo foi colocado em prático e, em dois anos, a empresa reverteu o cenário de crise e a empresa começou uma escalada de vendas.

Em tempos de crise financeira, a comunicação empresarial pode sim ser um estímulo para o aumento nas vendas. Os autores mostram nas 216 páginas do livro que não há mais justificativas para não se prevenir de uma crise e uma eventual perda financeira. A hora é planejar e prevenir.

SERVIÇO
Livro: A surdez das empresas: como ouvir a sociedade e evitar crises
Autores: Francisco Viana, José Bacellar, Leonardo Mancini, Mateus Furlanetto.
Páginas: 216
Preço: R$ 26,00
Editora: Lazuli / Companhia Editora Nacional

Antes da Justiça, a conciliação

Do blog de Ivana Lima Regis, psicóloga judiciário do TJ/SP

Do blog de Ivana Lima Regis, psicóloga judiciário do TJ/SP

Estive recentemente fazendo uma reportagem sobre a importância das câmaras de mediação e arbitragem para os pequenos negócios. Um 1º Mutirão de Conciliação termina no próximo dia 19 de fevereiro, em São Paulo. Mais de 200 processos vindos do Juizado Especial Cível das Empresas de Pequeno Porte e Microempresas teriam sua primeira audiência somente em maio. Foram antecipados.

A Conciliação tem como objetivo a tentativa de acordo amigável entre as partes, antes do ajuizamento da ação ou durante um processo judicial, para as questões cíveis que versarem sobre direitos patrimoniais disponíveis, questões de família e da infância e juventude, trabalhista, entre outros. É um meio de resolução de conflitos em que as partes confiam a uma terceira pessoa (neutra), o conciliador, a função de aproximá-las e orientá-las na construção de um acordo.

Fiquei impressionada como casos simples de serem resolvidos rapidamente, com uma comunicação eficiente e um pouco de boa vontade das partes, podem se arrastar durante anos nas barras dos tribunais. Eu explico: dois empresários proprietários de pequenas empresas, um deles inclusive autônomo, envolveram-se em um acidente de trânsito. A discussão levou um deles a entrar com um processo no Juizado Especial. O prejuízo reclamado: R$ 3.000. Um processo, com certeza, com mais de 10 páginas.

No Mutirão de Conciliação, o conciliador usou técnicas importantes da comunicação e psicologia, mostrando às partes que a negociação seria vantajosa aos dois envolvidos. O acordo foi feito. O prejuízo caiu para R$ 1.200, parcelado em seis vezes. A sensação desta colunista é que o suposto prejudicado queria no momento da confusão apenas um pedido de desculpas e uma tentativa de acordo. Como nem uma coisa nem outra aconteceu, ele partiu para a Justiça.

Ouvi de um interlocutor uma explicação inteligente em relação à Justiça nos casos dos pequenos negócios: a conciliação pode ser muitas vezes a diferença entre sobreviver no mercado ou não. Que a Justiça brasileira é lenta em suas decisões, isso ninguém contesta. Os motivos não cabem em um artigo no blog. São 18 milhões de processos tramitando em todo o país. A maior parte deles não passa dos R$ 15 mil. Muito dinheiro para um país pobre, evidentemente.

Mas, depois de uma aula de mediação e arbitragem, estou convicta que a conciliação mostra-se uma saída adequada para quem não tem tempo a perder e precisa recuperar parte de um capital perdido, neste caso sempre vantajoso para a pequena empresa brasileira.

Fica aqui um alerta para o empreendedor, que luta para sobreviver, vencer a burocracia, a alta carga tributária e crescer: antes da briga, a conversa; antes de pensar no prejuízo, faça as contas e veja onde pode negociar; antes da Justiça, a conciliação!

Para saber mais sobre como funciona a Conciliação, seguem alguns links interessantes:

http://www.tj.sp.gov.br/conciliacao/conciliacao.aspx

http://www.conciliar.cnj.gov.br/cms/verTexto.asp?pagina=principal

http://www.conjur.com.br/
http://www.mte.gov.br/com_conciliacao/default.asp

Feliz 2009 aos pequenos negócios

25-de-marco-natal1Estou voltando de cara nova, depois de um longo período de ausência. Afinal foram dois meses sem escrever uma linha neste blog. Prometo a partir de agora ter mais disciplina e atualizá-lo com mais freqüência.

O assunto que quero abordar para começar 2009 é exatamente a notícia que não sai das páginas econômicas: a crise financeira mundial. Faço aqui uma pequena análise do ponto vista dos pequenos empreendimentos no Brasil. Eles que representam 99% das empresas formais e 65% dos empregos.

Nos últimos meses, tenho entrevistado dezenas de empresários brasileiros a respeito da crise e posso dizer, com sinceridade, que para os pequenos negócios ela ainda está nos jornais.

Sim, quem trabalha com comércio popular ainda não sentiu a crise na lojinha. São papelarias, doceiras, padarias, pequenos supermercados, restaurantes. O que eu vejo aqui em São Paulo, terra da garoa e dos bons negócios, é que o mercado interno está indo mais devagar, mas está indo bem. Até mesmo as pequenas construtoras ainda não têm do que reclamar. Uma delas, por exemplo, vendeu mais em dezembro de 2008 do que nos meses anteriores. Não falei com o pessoal das revendas de automóveis, mas parece que a redução do IPI surtiu algum efeito no mercado de carros.

É lógico, como diz o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, em uma entrevista que fiz recentemente com ele, que alguma retração irá acontecer. O país vai crescer menos, mas vai crescer para manter empregos e renda para a maioria dos trabalhadores.

Mas para as grandes empresas a situação parece diferente. As multinacionais estão oferecendo reduções de salários. Há vários amigos nessa situação. O que eu vejo é que com o mundo em crise, as multis estão sangrando suas filiais brasileiras. Uma “judieira”, como diria um velho amigo. Os bancos também vão ter problemas. Apesar do sistema financeiro sólido, eles ganharam muito na ciranda financeira mundial e agora vão ganhar menos. Nada, com certeza, que desestabilize o país.

Eu quero dizer que, apesar aos meus colegas jornalistas de economia que se voltem um pouco para os pequenos negócios. Que entrevistem os empresários do comércio popular, dos pequenos supermercados, das lojinhas, dos armarinhos. Que vejam como são criativos e flexíveis para mudar estratégias.

Cito como exemplo uma pequena loja na Aclimação. Para fugir das altas taxas de cartão de crédito, a loja está dando desconto para quem paga com cheque ou dinheiro. As promoções e descontos estão por todos os lados em shoppings centeres. É hora de aproveitar e apostar em produtos mais baratos e com qualidade.

Eu lembro bem da época do Sarney (que acabou de se eleger presidente do Senado!), quando a inflação era de 80% ao mês. Naquela época, as pessoas pesquisavam, pesquisavam, pesquisavam. Quem viveu aqueles tempos, não tem medo da crise!

Muita criatividade com pouca grana

imperador2Inovar não requer muito dinheiro, mas sim criatividade. A internet e o celular podem ser ferramentas muito úteis no relacionamento com o cliente. Empresas de todos os portes têm investido em tecnologias simples para atender melhor o cliente. Em uma pequena estética da zona sul de São Paulo já é possível marcar pé, mão cabelo, pelo SMS.

 

A Domino´s Pizza, maior rede de delivery de pizzas do mundo – são oito mil lojas em 65 países oferece a opção do pedido por SMS do celular – por enquanto só nas 470 lojas da Inglaterra, para dois mil consumidores cadastrados. Mas logo, logo a novidade se espalhará pelo mundo.

 

A Tecnisa, uma das maiores no ramo da construção civil e imobiliária, foi além. Consultores de imóveis, os famosos, corretores, estão vendendo apartamento pela internet. Isso mesmo, 30% das vendas da empresa começam pela internet. Mais, o site oferece blog, fotos dos empreendimento no You Tube e consultoria online.

 

O cliente agradece, mas do que isso, fideliza. Em tempos de vacas magras, onde as empresas estão cortando custos de todos os lados, algumas até empregos, é preciso inovar. Outro dia li que uma universidade japonesa, a Cyber University, oferece todos os seus cursos pela internet. Recentemente começou um curso pelo celular!!! As aulas, que fazem parte do curso sobre os mistérios das pirâmides, consistem basicamente em imagens de Power Point com textos e imagens, com a locução de um professor ao fundo, que pode ser ouvida pelos fones do aparelho. Uau!

 

Agora as grandes empresas têm interesse nas pequenas: a Microsoft acaba de anunciar um progdama de fomento às novatas do setor de tecnologia. Com investimentos de R$ 2,5 milhões, a Microsoft identificou cerca de oito mil empresas de pequeno porte, com base tecnológica, aptas a receber os incentivos. Batizado de Microsoft SOL, o programa irá oferecer licenciamento grátis de mais de 25 softwares por três anos, além suporte técnico e treinamento online.

 

Está na hora de as empresas se ligarem que sem investimentos tecnológicos ficarão fadadas ao ostracismo e à mortalidade. O gerente nacional de atendimento do Sebrae, Enio Pinto, tem uma opinião muito boa a respeito disso: “empresas de conveniência” não atraem investimentos, não exportam, não apostam da inovação tecnológica. Elas atraem os clientes de conveniência, aquele cara que não vai muito longe porque acha que o açougue de casa, apesar de ser mais ou menos, é mais perto. Depois de um tempo, aparece outro açougue, talvez mais perto deste cliente, talvez mais eficiente na entrega, e o primeiro já era……

 

 

Nova tecnologia permite reciclagem de seringas

Vejam só que notícia interessante vinda de Minas Gerais, do Ricardo Guimarães:

Os empreendedores Marcelo Bitencourt e Amine Youssef, do pólo de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG), inventaram um aparelho que pode ser a solução para o descarte de seringas em hospitais, clínicas e laboratórios.

O NEX – Reciclagem de Lixo Perfuro Cortante reciclará a agulha e o plástico. Depois de fazer a aplicação, a seringa será colocada em um extrator que puxa o aço. A agulha cairá em um compartimento interno. O plástico será depositado em outra parte do aparelho.

Após a separação dos materiais, o NEX eleva a temperatura nos compartimentos em 1680 graus, esterilizando e derretendo as partes da seringa. “Qualquer tipo de organismo é morto no processo. O aço e o plástico derretidos são transformados em blocos que podem ser vendidos e reciclados”, explica Marcelo Bitencourt.

Amine Youssef conta ainda que o aparelho pode incinerar até 40 seringas por hora, evitando acidentes de trabalho e lixo hospitalar. “O Ministério da Saúde exige que seringas descartáveis não sejam reutilizadas. O NEX pode dar credibilidade à instituição hospitalar, já que a reciclagem pode ser feita em frente ao paciente”, explica Amine.

Incubadora de empresas

A empresa de Marcelo e Amine, Amma Home Care, nasceu na incubadora do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). “O primeiro produto da Amma, o desintegrador de agulhas NTF, foi criado com o apoio do Sebrae. A construção do protótipo só foi possível graças ao programa Sebraetec”, lembra Amine.

Flávio Baeta, técnico da unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae/MG, afirma que “o Sebrae apoia os empreendimentos criados na incubadora, oferecendo orientação empresarial e subsídios para programas de inovação tecnológica”.

As incubadoras são uma alternativa para criação de empresas, já que oferecem todo apoio ao empreendedor como espaço físico, consultorias, capacitações gerenciais e infra-estrutura operacional e administrativa.

Serviço:
Assessoria de Imprensa Sebrae em Minas Gerais – (31) 3371-8985/9036

2 Respostas para “Nova tecnologia permite reciclagem de seringas”

  1. morethson guimarães disse

    Estou fazendo um curso de radiologia em Teófilo Otoni.Estamos preparando um seminário sobre lixo hospitalar e até então não sabia que era possível esterelizar e reciclar seringas descartáveis.
    Gostaria muito de poder incluir o NEX no meu trabalho, se for possível gostaria de mais informações e uma foto do equipamento para que eu possa preparar um banner e também mais conhecimento para passar para os participantes do seminário.
    Desde já agradeço e os parabenizo pela pesquisa e consequente diminuição no impacto ambiental causado pelos materiais infectantes.
    Meu e-mail para respostaé : morethsonguimaraes@gmail.com

  2. gisele disse

    gostaria de saber mais sobre este equipamento. grata

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