Feliz 2009 aos pequenos negócios


25-de-marco-natal2Estou voltando de cara nova, depois de um longo período de ausência. Afinal foram dois meses sem escrever uma linha neste blog. Prometo a partir de agora ter mais disciplina e atualizá-lo com mais freqüência.

O assunto que quero abordar para começar 2009 é exatamente a notícia que não sai das páginas econômicas: a crise financeira mundial. Faço aqui uma pequena análise do ponto vista dos pequenos empreendimentos no Brasil. Eles que representam 99% das empresas formais e 65% dos empregos.

Nos últimos meses, tenho entrevistado dezenas de empresários brasileiros a respeito da crise e posso dizer, com sinceridade, que para os pequenos negócios ela ainda está nos jornais.

Sim, quem trabalha com comércio popular ainda não sentiu a crise na lojinha. São papelarias, doceiras, padarias, pequenos supermercados, restaurantes. O que eu vejo aqui em São Paulo, terra da garoa e dos bons negócios, é que o mercado interno está indo mais devagar, mas está indo bem. Até mesmo as pequenas construtoras ainda não têm do que reclamar. Uma delas, por exemplo, vendeu mais em dezembro de 2008 do que nos meses anteriores. Não falei com o pessoal das revendas de automóveis, mas parece que a redução do IPI surtiu algum efeito no mercado de carros.

É lógico, como diz o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, em uma entrevista que fiz recentemente com ele, que alguma retração irá acontecer. O país vai crescer menos, mas vai crescer para manter empregos e renda para a maioria dos trabalhadores.

Mas para as grandes empresas a situação parece diferente. As multinacionais estão oferecendo reduções de salários. Há vários amigos nessa situação. O que eu vejo é que com o mundo em crise, as multis estão sangrando suas filiais brasileiras. Uma “judieira”, como diria um velho amigo. Os bancos também vão ter problemas. Apesar do sistema financeiro sólido, eles ganharam muito na ciranda financeira mundial e agora vão ganhar menos. Nada, com certeza, que desestabilize o país.

Eu quero dizer que, apesar aos meus colegas jornalistas de economia que se voltem um pouco para os pequenos negócios. Que entrevistem os empresários do comércio popular, dos pequenos supermercados, das lojinhas, dos armarinhos. Que vejam como são criativos e flexíveis para mudar estratégias.

Cito como exemplo uma pequena loja na Aclimação. Para fugir das altas taxas de cartão de crédito, a loja está dando desconto para quem paga com cheque ou dinheiro. As promoções e descontos estão por todos os lados em shoppings centeres. É hora de aproveitar e apostar em produtos mais baratos e com qualidade.

Eu lembro bem da época do Sarney (que acabou de se eleger presidente do Senado!), quando a inflação era de 80% ao mês. Naquela época, as pessoas pesquisavam, pesquisavam, pesquisavam. Quem viveu aqueles tempos, não tem medo da crise!

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