Novos negócios em São Miguel do Gostoso (RN)
Vejam só que case interessante para a imprensa. A matéria está publicada na Agência Sebrae de Notícias. O legal é que os empresários de Gostoso já estão fazendo um curso de gestão com o pessoal do Sebrae-RN…
Você abriria uma pequena empresa numa cidade chamada São Miguel do Gostoso? Não? Então se prepare para uma surpresa. O município a 112 km de Natal, no litoral norte do Rio Grande do Norte, é o que mais tem se desenvolvido na região. Conhecida como a ‘esquina do Brasil’, a cidade com cerca de 9.000 habitantes (IBGE 2007) será nas próximas décadas, muito provavelmente, segundo especialistas em turismo, uma nova Canoa Quebrada (CE).
Lugar ótimo para a prática do windsurf, por enquanto, São Miguel do Gostoso é só sossego. Não há vendedores na praia ou buggies na areia, um paraíso de tranqüilidade. Água limpa (com fundo de conchinhas), areia branca e fofa e muita amabilidade dos moradores locais. A mídia também tem se interessado pelo lugar. Jornais e revistas têm dado destaque, mas São Miguel do Gostoso ainda continua uma pequena cidade à beira do oceano Atlântico.
Apesar da simplicidade, a cidade reserva uma surpresa: a qualidade das pousadas e restaurantes locais. Pequenos negócios cheios de charme e turistas. Com pouco mais de dez estabelecimentos hoteleiros, Gostoso, como a cidade é conhecida, já é uma praia que, proporcionalmente ao seu tamanho, conta infra-estrutura turística e tem opções para todos os gostos e bolsos. Além disso, grande parte dos meios de hospedagem é considerada ‘pousada de charme’. São mais de 15 restaurantes e bares, todos oferecendo de comida regional nordestina até os deliciosos frutos do mar.
Os empresários da cidade uniram-se aos moradores em um protesto bem-humorado contra a falta de sinal de celulares. Eles deflagraram uma campanha para tentar sensibilizar as operadoras, já que o município é um dos que mais recebe turistas e novos empreendimentos no Estado. Não raro, comerciantes, turistas e nativos enfrentam transtornos e contratempos por causa da dificuldade em se comunicar por meio dos aparelhos de celular. As operadoras ainda não se manifestaram, mas as placas já se tornaram, pelo inusitado, o ponto mais fotografado pelas centenas de visitantes que chegam ao município.
Na Pousada dos Ponteiros, uma das mais famosas da região, o celular é uma das reclamações de um dos sócios, Emanuel Néri. “Por incrível que pareça, São Miguel do Gostoso ainda não tem sinal de telefonia celular. É inacreditável que isso aconteça, especialmente quando esta praia torna-se cada vez mais uma opção para turistas de todas as partes do Brasil e de vários países. Em termos de telefonia móvel, estamos na idade da pedra”, esbraveja.
Logo ao entrar na pousada, o turista se depara com uma placa avisando o turista desinformado que não há celular. “Celular aqui não tem sinal, nem Oi nem TIM, nem Claro nem Escuro, nem Vivo nem Morto. Operadoras onde estão vocês? Aqui é Gostoso, mas também é Brasil”, diz a placa, uma das mais fotografadas pelos turistas. Mas, se não tem celular, tem ao menos internet. A pousada conta com internet banda larga.
O destaque, porém, é para o ótimo restaurante O Balica. Além disso, a pousada dispõe de 8 chalés de frente para o mar e 6 recuados, envoltos num bonito jardim com coqueiral.
Os chalés são equipados com ar ou ventilador, frigobar e tv. A pousada conta ainda com piscinas para adultos e crianças, salão de jogos, mini-spa com ofurô e massagens. Aliás, o mini-spa oferece massagens terapêuticas, especialmente as indianas ayurvédicas.
Internet é o que não falta em Gostoso. Há vários estabelecimentos que oferecem o serviço a um preço bem em conta. Quem sentir falta da tecnologia é só procurar, por exemplo, o bar/pizzaria/internet Quintal. Lá tem sorvete de graviola, pizza paulistana e acesso à rede mundial de computadores.
De Ribeirão Preto, em São Paulo, o proprietário Caio (simples assim) chegou há um ano com a família (mulher e filho de quatro meses). Está apostando todas as fichas no desenvolvimento da cidade. Contratou para ajudá-lo um argentino, de nome Miguel (também simples assim), que fala inglês, espanhol e português, o que é fundamental para receber os visitantes estrangeiros.
As pousadas são bem-vindas, mas os grandes hotéis e resorts dividem os ‘gostosenses’. Segundo Néri, há o medo da destruição ambiental e da paisagem que é o principal cartão de visitas do município. Com uma ocupação média de mais de 50% mesmo fora de temporada, as praias de São Miguel do Gostoso têm sido procuradas pela indústria do turismo.
De dezembro a fevereiro e em julho, São Miguel recebe brasileiros de todos os lugares do País. Já em agosto e setembro, os estrangeiros tomam conta do lugar. Ninguém sabe ao certo o número de turistas, mas os empresários dizem que são muitos e de várias partes da Europa e Estados Unidos.
La Brisa
Respeitado em toda a comunidade, o empresário Leonardo Godoy é referência em São Miguel do Gostoso. Ele nasceu em Natal, mas viveu durante muitos anos na Bahia e em São Paulo. Godoy chegou a Gostoso em 1976 de buggy e se apaixonou pelo lugar.
Foi pioneiro no turismo com a construção da Pousada do Gostoso e participou em importantes projetos como abertura da entrada para as praias e a definição do nome de todas as ruas de Gostoso. Amante da arte de velejar, ele batizou as ruas, todas com nomes de motivos marinhos.
Atualmente é dono do La Brisa. A especialidade é arroz de polvo com camarão. Mas se aparecer alguma criança que rejeite o prato, Godoy prepara logo um gostoso macarrão a bolonhesa.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7494 e 2107-9359
Pousada dos Ponteiros – (84) 3263-4007
La Brisa – (84) 9998-6199

Beth Matias disse
Oi Nadilson
O lugar é maravilhoso e um case de sucesso…pequenos empresários na região têm consciência ambiental, trabalham muito bem o turismo.
Vale conferir…
NADILSON disse
Quem dera que todos os empresários e a população em geral tivessem a consciência de que viver bem, as vezes, não depende de muito dinheiro. As vezes depende só de vivermos bem em um lugar tranquilo e bonito, e talvez sem celular, sem internet, sem até energia elétrica.